Edital Nacional Estado de Luta

A RAMPA - ARTE MUSEU PAISAGEM

O Complexo Cultural Rampa é um espaço simbólico e regenerativo com foco na (de)composição de processos históricos, artísticos e sociopolíticos instaurados na memória das paredes de uma obra arquitetônica histórica da cidade do Natal, às margens do rio Potengi, que alimenta e dá vida simbólica e efetiva ao corpo citadino da capital do estado. Espaço de camadas e de composições que se atravessam na cultura e história do estado do Rio Grande do Norte, a Rampa já foi muitos outros lugares, durante tempos de guerra e tempos de paz, ambos circunstanciados, pois nunca são tempos destituídos de lutas, de esforços perenes de vida e sonho em um mundo de desigualdades que, parafraseando Raduan Nassar, só se faz se desfazendo.

Nesta perspectiva, desenvolvemos o Edital Nacional Estado de Luta, que selecionará oito obras que serão adquiridas para compor o acervo físico do museu do Complexo Cultural Rampa e integrar uma de nossas exposições.

O Complexo Cultural Rampa é equipamento cultural do Estado do Rio Grande do Norte, para o qual está sendo desenvolvida a ocupação artística Rampa – arte museu paisagem, assinada pela Casa da Ribeira. O projeto conta com benefícios da Lei Câmara Cascudo de Incentivo à Cultura, Fundação José Augusto e Governo do RN.

Manifesto do Processo

Estado – (Do Latim STATUS, “condição, situação”, de stare, “estar, ficar de pé”).

Luta – (Do Latim LUCTA, primitivamente LUITA, “luta, pugna, esforço”, de LUCTARE).

 

De longe, o berro empurra a porta e vem carregado. Se ouvem os gritos de guerra do século XX, que ressoam hoje no mundo, se ouvem os disparadores de uma marca de dureza, farpada em munições de disciplinamento e combate. De perto, celebramos a existência de corpos vibráteis, fluidos, conectados, dissonantes, que furam a onda da história com uma perene vontade de existir, de desviar fluxos e inventar mundos. Aqui é Rampa, aqui é beira-rio, é mangue, aqui das paredes que o rio assistiu serem construídas e que o rio viu vestirem mil sentidos, aqui desse território fértil de vidas e sonhos, aqui a luta é massa que cola presente e passado, para não esquecer o que foi, e fazer reexistir os possíveis que vem e vem e vem e vem e vem.

 

Enquanto território de memórias, a Rampa nos possibilita refletir sobre espaços para paz e de luta, errantes pelas dimensões que as lutas nos sugerem, com desejo de trazer isso para a pele e o íntimo do projeto Rampa arte museu paisagem. Brotou das ideias, como nascente que da pedra se derrama, um território flutuante que pudesse ser um dispositivo de abrigo para as possibilidades de luta que coadunam na contemporaneidade e extemporaneidade de criativas, criativos e criatives que coabitam este mundo em crise encharcado no óleo diesel, fome, desigualdade, preconceitos, depressões. Desenhamos assim um espaço que pudesse abrigar obras que nos tracionam a partir do dispositivo “Estado de Luta”.

 

De nosso lugar subiu então na garganta a maré do que era possível dizer sobre as lutas, sobre o que podíamos ver, mas, como toda palavra é pouca para significar uma luta, poucas também foram as nossas para pensar na dimensão de tantas lutas possíveis de serem abarcadas nesta sala do Complexo Cultural Rampa.

 

Percebemos que dos tempos imemoriais, até naquilo que guardam as gavetas infinitesimais do DNA, a luta é um conceito encarnado. Feito corpo e ação. Existe em um contínuo esforço na poiesis (criação) e na autopoiesis (autocriação) para encontrar-se com o mundo e viver nele, isto é, nossos atos de criar o mundo e nos criar orgânica, psíquica e simbolicamente são movimentos de fricção, esforço, insistência, violência, sedução, afeto e outros espíritos de luta que nos permitem tocar o fluxo caudaloso do mundo.

 

Assim, a luta, é um processo compositivo, regenerativo, de aproximação entre os múltiplos do mundo; é carregada de memória, de sonhos loucos pelo ordinário que desejam, tanto quanto sãos pelas revoluções que inventam para fazer viver a nós, ao planeta e ao futuro que desembocará além do horizonte visível.

 

Porém a luta é também paradoxal. Nós que aqui ou lá estamos juntos num território de luta, não necessariamente concordamos sobre o que o território é ou deveria ser. O movimento de um ou muitos e seus modos de ser no mundo e na vida, carregam e/ou disparam fracassos, desistências, balas achadas e perdidas, desabamentos, desabrigos, colisões, acidentes, intenções, explosões, cercas, refugiamentos, barras, estômago vazio de dias, morte de doenças curadas, linhas de chegada de corridas nunca iniciadas ou daquelas iniciadas em campos minados.

 

Então, foi assim que este Edital, que se materializa hoje e que no seu esforço seguirá até se transformar em espaço expositivo no Complexo Cultural Rampa, nasceu. Do desejo à inquietação, de lá aos limites do que se percebe, e além para encontros multiplicadores, nasce essa chamada multimidiática em seu formato (texto, libras, vídeo, nuvem, diálogo) e sedenta em seus afluentes. Encaminhamos ela à vocês com perguntas ainda ecoando aqui em nossas reflexões: É possível inventar uma luta em que todos ganhem? Quem sabe uma luta em que todos percam e isso signifique ainda mais? Qual seria o contorno da luta que não se coloca nas sobreposições dos binarismos, mas na pluralidade dos possíveis e impossíveis que a criação permite? Como tocar as cargas e impactos da luta nas formas e corpos do mundo com respeito e afeto com um caminho aberto para atravessar até a pungência e grito?

 

Se você vem de longe, de perto, dos movimentos sociais, das escolas de arte, da rua, da comunidade, da sua casa, dos circuitos de artes, da pesquisa, da ciência, de pensamentos inesperados ou de brigas mapeadas, se joga com o mundo físico ou virtual (ou ambos), desde que venha de um lugar de criação, lhe receberemos aqui e lhe convidamos a compartilhar conosco, em sua obra, as suas lutas, lembrando de forma constante que, longe da resolução, a luta é a luta é uma luta. É regenerativa, é paradoxal e é autogerativa, enquanto eco de integração e desintegração de nossa existência e daquela de todos os seres.

Diálogos do Edital Nacional Estado de Luta

Como compor a chamada para pessoas de todas as partes encaminharem suas criações para esse espaço modular, finito nas suas dimensões arquitetônicas, mas expansível e flutuante em suas reverberações dentro dos encontros com as pessoas que comporão por ele suas travessias?

 

Sentamos e encaramos o vale, a serra, as montanhas e cavernas dessa topografia dos possíveis no conceito de luta que parecia ir e ir sem jamais chegar ao fim. A conclusão, de impossível fuga, foi que era preciso escutar os encontros pelos caminhos nesse amplo mapa de possibilidades. Assim desenhamos uma estratégia de inquietação de ideias que chamamos de Diálogos do Edital Nacional Estado de Luta.

 

O nome ousado apontava para um edital, quando, na verdade, ele ainda não existia, pois para que ganhasse vida, precisávamos saber do que poderia e deveria dar conta. Mas, acima de tudo, funcionava como uma rede de intenção que tentava aproximar diferentes nomes para dialogar conosco.

 

O início de cada encontro foi conduzido por poetas naturais ou residentes no Rio Grande do Norte (Josiephine Jena Jordan, Renata Marques, Thiago Medeiros e Daniel Minchoni), com vídeo-poemas irrigados pelas suas leituras de luta; e, na sequência, a fala de uma pessoa convidada (Pablo Capistrano, Luiz Katu, Carolina Teixeira e Carmen Silva) era costurada em conversas abertas e fluidas com o público presente e conosco, da curadoria do Edital Nacional Estado de Luta (André Bezerra, Gustavo Wanderley e Rafael Bicudo).

 

Do aspecto do conceito usado à exaustão nas mídias e espaços de redes sociais do país, com ênfase acentuada a partir de 2013, passando pela existência como ato criativo de resistência que encarna a luta pela sua própria sobrevivência, seguindo pela convivência com o mundo como parte de nós e do que somos e da demarcação da afirmação como espaço de cuidado dos valores e vidas sustentáveis, compondo com a deficiência como espaço de busca de uma efetiva acessibilidade no sentido amplo do termo e do corpo e afetos que compõem nossas relações, até a busca da ocupação como estratégia de reivindicar o território e o direito de ser e estar no mundo como ser humano que possui direitos inalienáveis de respeito à vida, falamos de luta, lutas difíceis nas suas origens e nos seus horizontes, lutas herdadas e que se herdarão e tantas outras. Essa profusão de experiências dos Diálogos (que você pode assistir clicando aqui) deslocou os sentidos possíveis do que poderia ser este edital para que ele pudesse na sua forma receber, em seus meios disponíveis, tantas vozes quanto fossem possíveis com respeito, com acolhimento.

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Nuvem de Tags

Confira nossa nuvem viva das palavras-chaves derivadas dos ''Diálogos do Edital Nacional Estado de Luta'' e das inscrições do Edital. Elas vão se modificando conforme as inscrições acontecem.

EDITAL EM 12 PERGUNTAS

O objetivo deste Edital é selecionar oito obras que serão adquiridas para compor o acervo do museu do Complexo Cultural Rampa. As obras serão apresentadas na sala “Estado de Luta”, que integra a exposição de longa duração.

  • Para conhecer o espaço da sala “Estado de Luta”, clique aqui;
  • *Regras presentes neste edital estabelecidas pela Lei Estadual Câmara Cascudo (7.799/1999);
  • Todo o conteúdo da página, incluindo as perguntas e respostas abaixo, estão acessíveis na Língua Brasileira de Sinais (Libras) através do VLibras, que pode ser habilitado no ícone disponível no canto direito da página.

1. Qual o período de inscrição?

De 15 de abril de 2022 (00h01) a 30 de maio de 2022 (23h59) – horário de Brasília.
Serão ao todo 46 (quarenta e seis) dias de inscrição aberta*.

2. Quem pode participar?

I – Podem se inscrever pessoas físicas com mais de 18 anos (completados até o último dia de inscrição) ou emancipadas; pessoas jurídicas e entidades de natureza privada com sede no Brasil, com ou sem fins lucrativos, regularmente constituídas e aptas a firmar contrato e emitir documentos fiscais;
II – Coletivos de criação poderão se inscrever e devem ser representados, no ato da inscrição, por uma pessoa da equipe;
III – Cada número de Cadastro de Pessoa Física (CPF) pode constar em até duas inscrições, sendo uma como responsável pela inscrição (proponente) e, a outra, como membro integrante de algum coletivo de criação;
IV – Pessoas de outras nacionalidades podem se inscrever, contanto que possuam Registro Nacional de Estrangeiros (RNE) e residam há pelo menos 2 (dois) anos no Brasil (completados até o último dia de inscrição);
V – Cada número de Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) poderá realizar apenas uma inscrição;
VI – Apenas cooperativas poderão se inscrever sem limite numérico. A pessoa cooperada deverá apresentar documento que comprove sua condição e não poderá se inscrever com outra Pessoa Jurídica. Caso a obra seja selecionada, seu contrato será firmado com a cooperativa e não poderá ser substituído por nenhuma outra Pessoa Jurídica.

3. Quem não pode participar?

I – Entes federativos da administração direta: Presidência, governos, prefeituras, ministérios, secretarias, coordenadorias e departamentos. O impedimento também se aplica a chefes do Poder Executivo e auxiliares imediatas/os/es, estendendo-se a titulares, vices, adjuntas/os/es, assessoras/es diretas/os e coordenadoras/es, comissionadas/os/es ou não. Exemplos: ministra/o/e, vice-prefeita/o/e, secretária/o/e municipal, chefe de gabinete, secretária/o/e adjunta/o/e e coordenador/a/e de departamento no governo;
II – Entes federativos da administração indireta e órgãos de natureza pública nas esferas federal, estadual e municipal (exemplos: autarquias, empresas públicas, sociedade de economia mista e fundações públicas; bibliotecas públicas, universidades públicas, escolas públicas, conselhos públicos, museus públicos e centros culturais públicos). O impedimento também se aplica a profissionais ocupantes de cargos de direção, gestão, chefia e coordenação, estendendo-se a titulares, adjuntos, vices ou assessores diretos, comissionados ou não (exemplos: diretoria de escola pública, vice-reitoria de universidade pública, presidência de autarquia, presidência de fundação pública, gestão de museu público e chefia de departamento de empresa pública);
III – Membros das casas legislativas (senadoras/es, deputadas/os, vereadoras/es), incluindo titulares, vices, adjuntos, assessoras/es diretas/os e coordenadoras/es, comissionadas/os/es ou não;
IV – Funcionárias/os/es ou pessoas (físicas ou jurídicas) que prestam serviço para a Cosern | Grupo Neoenergia, assim como seus parentes em até terceiro grau;
V – Prestadoras e prestadores de serviços que atuem ou atuaram no projeto Rampa arte museu paisagem, assim como seus parentes em até terceiro grau;
VI – Integrantes da equipe organizadora e da comissão de avaliação e de seleção deste edital, assim como seus parentes em até terceiro grau;
VII – Pessoas que possuam impedimento de ordem legal para recebimento de valores por outras fontes, como professoras/es e outras/os/es profissionais com regime de dedicação exclusiva ou aposentadas/os/es por invalidez.
A inscrição de pessoas impedidas estará sujeita a desclassificação em qualquer etapa do processo de seleção.

4. Que tipos de obras podem ser inscritas?

I – São aceitas obras em todas as mídias e suportes (por exemplo, mas não restrito à, esculturas, instalações, objetos, fotografias, vídeos, multimídias, pinturas, performances);
II – As obras não precisam ser inéditas (obras inéditas serão avaliadas de acordo com critério de exequibilidade);
III – Há necessidade da materialidade física da obra*. Performances, por exemplo, poderão ser performadas ou re-performadas presencialmente na cidade do Natal (RN), contanto que registradas e editadas em audiovisual de alta qualidade. Nestes casos, o material audiovisual e possíveis vestígios da performance (quando do interesse da curadoria) devem ser enviados ao Complexo Cultural Rampa no período de até 30 (trinta) dias após a realização da performance;
IV – A obra pode contar com outras fontes de recursos, mas ela precisa ser executável independentemente da entrada desse outro financiamento. Nestes casos, não serão autorizadas exposições de marca.

5. Como realizar a inscrição?

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente via formulário on-line disponível nesta página.
I – É necessário preencher integralmente os campos do formulário e dos anexos – não é possível preencher e salvar informações por etapas;
II – Para concluir sua inscrição é necessário clicar no botão “Enviar”, após este procedimento não haverá possibilidade de alterações na inscrição;
III – Você receberá uma mensagem confirmando seu número de inscrição pelo e-mail que informou no formulário (lembre-se de verificar sua caixa de spams). Caso não receba este e-mail de confirmação (que valida sua inscrição em nosso sistema), informe para contato@rampacultura.com.br;
IV – Nossa equipe disponibilizará uma pessoa para auxiliar nas inscrições de forma virtual. Este auxílio será feito através do Whatsapp, no número: (84) 99191-9680. Ele poderá ser acionado por quem deseja tirar dúvidas sobre o Edital e/ou precisa de auxílio em questões gerais referentes aos regramentos e submissão das inscrições. O atendimento estará disponível todos os dias enquanto as inscrições estiverem abertas, no período de 8h30 às 18h30 (horário de Brasília);

V – Não serão consideradas inscrições entregues pessoalmente, enviadas por e-mail, redes sociais ou correios.

6. Quais informações e documentos são necessários para a inscrição?

Sugerimos que você já deixe preparados seus textos, áudios ou vídeos para facilitar o momento de preencher seu formulário de inscrição.
I – No formulário de inscrição serão solicitadas as seguintes informações:
– Dados (nome completo, nome artístico; CPF ou CNPJ; e-mail; e telefone);
– Em caso de coletivos de criação, é preciso informar nome completo e CPF de toda a equipe;
– Nome da obra;
– Vamos pedir que você liste 3 palavras-chaves que representam a conexão entre sua obra e a ideia de luta;
– Vamos pedir que você responda a seguinte pergunta: como a obra se conecta com a ideia de luta?
II – No formulário de inscrição serão solicitados os seguintes documentos (que deverão ser anexados e são de envio obrigatório):
– Um arquivo com o currículo de quem está se inscrevendo (preferencialmente, com imagens de outras criações de sua autoria)
– Um arquivo com a apresentação da obra (croquis, fotos, vídeos, descritivo da materialidade/ação, das dimensões, dos suportes e das condições técnicas)
III – Serão aceitas somente inscrições em português (ou, no caso de pessoas surdas, em Libras).

7. Quais arquivos podem ser anexados no formulário de inscrição?

I – As inscrições poderão ser realizadas por meios não-escritos (áudios ou vídeos) e, neste caso, deverão responder as perguntas do formulário em sua integralidade na forma de registro adotada. O arquivo deverá ser submetido por meio do mesmo formulário, através de upload;
II – Cada um dos arquivos anexos pode ter o tamanho máximo de 10 megabytes, e serão aceitos apenas os formatos:
textos – somente .pdf;
áudio – somente .mp3 e .wav;
imagens – somente .jpg ou .png;
vídeos – link para vídeo publicado como não listado no YouTube ou Vimeo;
III – Problemas de upload, transferência de arquivos ou congestionamento do link para inscrições, assim como o envio de arquivos corrompidos e ininteligíveis ou diferente dos formatos especificados, não serão de responsabilidade da equipe organizadora do edital.

8. Quantas obras serão selecionadas?

Serão selecionadas 8 (oito) obras, sendo, no mínimo 3 (três) assinadas por norte-rio-grandenses ou residentes há pelo menos 2 (dois) anos no estado do Rio Grande do Norte* – para serem avaliados sob este recorte, toda a equipe de coletivos de criação deve contemplar estes critérios.
Todas as obras serão adquiridas pelo Espaço Cultural Casa da Ribeira, por força do Acordo de Cooperação celebrado com o Estado do Rio Grande do Norte, bem como por intermédio da Lei Câmara Cascudo (Lei Estadual nº. 7.799/1999), de modo que passarão a compor o acervo patrimonial do Estado do Rio Grande do Norte.

9. Quanto será pago para aquisição das obras selecionadas?

Será pago o valor bruto de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) por obra selecionada. Haverá incidência de todos os impostos cobrados à pessoas físicas ou jurídicas.

10. Como será o processo de seleção das obras?

I – A seleção das obras será realizada em quatro etapas:

Validação das inscrições

– Serão analisadas a composição documental e o atendimento aos requisitos de inscrição especificados neste Edital. Serão desclassificadas nesta etapa inscrições com números de Cadastro de Pessoa Física (CPF) presentes em mais de duas inscrições (é permitida apenas uma participação como proponente e uma como membro integrante de coletivo de criação); com números de Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) presentes em mais de uma inscrição (com exceção de cooperativas); e que não tenham apresentado todas as informações/documentos solicitados no formulário;

– Falhas no envio de informações e documentos obrigatórios ocasionarão desclassificação da inscrição;

– Serão divulgadas (por meio de identificação numérica) as inscrições desclassificadas nesta etapa através do site rampacultura.com.br. Proponentes poderão solicitar revisão da validação de suas inscrições no prazo de até 48h após a publicação através do e-mail: contato@rampacultura.com.br;

Análise das obras

A curadoria passará a analisar as propostas inscritas e válidas. Nesta etapa os critérios de base para análise das propostas serão: reverberação (representatividade, capacidade de amplificação de questões contemporâneas); regeneração/reafirmação (aproximação propositiva e/ou provocativa com lutas individuais/coletivas); viabilidade (exequibilidade da proposta no tempo definido após contratação e com os materiais, duração e dimensões especificadas); singularidade/comunidade (inventividade, criatividade, compartilhamento com questões em nível local/estadual/nacional).

Coadunação 

Nesta etapa, imediatamente contínua à análise, a curadoria observará as obras com maior destaque na fase anterior a partir de critérios de composição coletiva, isto é, da coadunação entre eles no espaço conceitual que propõem e no espaço físico que coabitarão no Complexo Cultural Rampa. Aqui, a preocupação é a criação da grupalidade de lutas que emergirá do encontro das distintas perspectivas selecionadas. Após esta fase da seleção, o grupo final de aprovados será indicado.

Viabilidade de execução

Antes da formação da divulgação da lista final, o Complexo Cultural Rampa irá verificar a viabilidade técnica e jurídica das obras pré-selecionadas. Nesta etapa serão avaliados, entre outros fatores: requisitos de direitos autorais, direitos de imagem, cumprimento de outras legislações incidentes, questões ambientais e administrativas, riscos à segurança, cumprimento dos itens que constam neste documento; 

II – A comissão de seleção será formada por André Bezerra, Gustavo Wanderley e Rafael Bicudo;

III – As decisões serão soberanas a partir da etapa de análise das obras, não sendo passíveis de questionamento ou recurso, e serão tomadas considerando-se todos os requisitos e critérios apresentados neste Edital;

IV – A curadoria poderá sugerir alterações para que a obra selecionada possa compor a exposição coletiva em acordo com a capacidade do espaço e das demais obras. As eventuais alterações, caso sejam necessárias, não ocorrerão de forma unilateral e serão sempre dialogadas entre as partes e implementadas com a concordância entre elas;

V –  São deveres da equipe organizadora deste Edital: cumprir as regras previstas neste Edital de forma correta e transparente; proporcionar meios seguros e corretos para amplo acesso e inscrição por parte das pessoas interessadas; fazer valer os prazos estipulados no cronograma do Edital (e, caso necessário, dar ampla publicidade às alterações que este venha a sofrer); e efetivar a aquisição das obras selecionadas por meio deste Edital.

11. Quando e como será divulgado o resultado?

I – Estima-se que o resultado será divulgado dia 1º de julho de 2022;
II – O resultado será comunicado às pessoas responsáveis pelas inscrições das obras selecionadas (proponentes) por telefone elou e-mail;
III – A relação de obras selecionadas também será divulgada pela imprensa, no site (rampacultura.com.br/editalestadodeluta) e nas redes sociais do Complexo Cultural Rampa (Instagram @rampa.cultura).

12. Quais os compromissos das pessoas responsáveis pelas inscrições das obras selecionadas?

I – Apresentar as documentações necessárias para efetivação da contratação nos prazos definidos;
II – Produzir e transportar em local de sua escolha e entregar/apresentar no Complexo Cultural Rampa (Rua Coronel Flamínio, 1, Santos Reis, Natal, Rio Grande do Norte, 59037-155) a obra selecionada na data estipulada em contrato (até o dia 15 de agosto de 2022). Os custos referentes a produção e transporte/envio da obra são de responsabilidade da pessoa responsável pela inscrição (proponente);
III – No caso de performances, precisarão ser realizadas na cidade do Natal, e a produção da obra e dos registros serão de responsabilidade da/o/e proponente;
IV – Caso a obra tenha interfaces com outras obras intelectuais (músicas, fotos, textos) e/ou o registro de imagem/voz de terceiros, estes precisam estar devidamente autorizados pelas/os autoras/es, retratadas/os ou titulares de direitos, de acordo com as normas estabelecidas pela legislação brasileira. Caso a obra envolva direitos de propriedade intelectual regidos por legislações internacionais, estas também deverão ser devidamente atendidas. Apesar dessa documentação não ser solicitado no ato da inscrição, será integralmente exigida caso a obra seja selecionada, e a/o/e proponente será responsável por regularizá-la. Os custos para a regularização desses direitos autorais e de imagem, bem como os serviços profissionais para tanto (por exemplo, assessoria jurídica) são de responsabilidade da/o/e proponente;
V – Participar de ações de divulgação da exposição em mídias sociais, televisivas, radiofônicas e demais plataformas;
VI – Comunicar-se com a curadoria e a produção do Complexo Cultural Rampa para que quaisquer procedimentos possam ocorrer ou serem reagendados em tempo hábil.

DISPOSIÇÕES FINAIS

I – Ao se inscreverem e serem aprovadas neste edital, as pessoas responsáveis pelas inscrições (proponentes) indicam ciência e concordância de que cederão à Casa da Ribeira com exclusividade, de forma total, universal, definitiva, irrevogável e irretratável, pelo prazo de proteção dos direitos patrimoniais autorais, todos os direitos autorais patrimoniais relativos às obras selecionadas, podendo a Casa da Ribeira ceder a terceiros e inclusive, mas não exclusivamente, sincronizar, fixar, reproduzir, imprimir , reimprimir, traduzir, legendar, publicar, veicular, divulgar, exibir, difundir ou usar, sem limite de número de edições ou tiragens, de qualquer forma e em todo e qualquer formato, mídia, meio, suporte ou modalidade, inclusive com finalidade econômica;
II – Disposições complementares serão avaliadas e procedidas, se necessário, pela equipe organizadora do edital.

O ato de inscrição implica automática e plena concordância com os termos deste documento.

Seg - Sex: 09h ‒ 20h
Sáb ‒ Dom: 09h ‒ 18h

Adultos: R$25
Crianças e estudantes: gratuito

Santos Reis, Natal - RN,
59010-710

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